Metodologia RNC 2026

A interpretação econômica
da maturidade cibernética.

O Relatório Nacional de Cibersegurança 2026 é a iniciativa da Cyber Economy Brasil (CEB) que conecta maturidade cibernética à produtividade, competitividade e crescimento econômico. Esta página descreve a metodologia que sustenta o IMR Ciber.

Fernando Dulinski (Fundador CEB e Diretor RNC) · Aline Barbosa (Coordenadora de Inteligência RNC)

01 — Hipótese central

A maturidade cibernética é um ativo econômico.

Mais do que medir ameaças, o RNC 2026 busca compreender os efeitos econômicos da cibersegurança. A hipótese central é que organizações mais maduras e setores mais resilientes contribuem para o fortalecimento da economia digital e para o crescimento sustentável do PIB.

Estudos do Banco Mundial demonstram que níveis mais elevados de preparação cibernética estão associados a maiores taxas de crescimento setorial, maior resiliência econômica e menores perdas decorrentes de incidentes digitais (World Bank, 2025).

A pergunta orientadora do relatório: como a maturidade cibernética das organizações brasileiras pode contribuir para a competitividade empresarial e para o crescimento econômico do país?

02 — Fundamentos permanentes

Três elementos sustentam a economia contemporânea.

01
Produção e circulação de dados

Os elementos brutos que compõem a matéria-prima da informação.

02
Sistemas digitais

As estruturas interconectadas de pessoas, processos, tecnologias e informações.

03
Atividade econômica setorial

A geração de valor produtivo que depende dessa infraestrutura.

Enquanto esses três elementos permanecerem como fundamentos da geração de valor, a cibersegurança continuará sendo uma infraestrutura estratégica da economia do século XXI.

03 — Componentes permanentes

Quatro lentes complementares aplicadas a cada pilar.

A metodologia RNC é a estrutura transversal que sustenta toda a avaliação. Combina aspectos humanos, organizacionais, tecnológicos e econômicos — reconhecendo que a maturidade cibernética resulta da interação entre múltiplas dimensões.

Pessoas

Cultura organizacional, comportamentos, conscientização e desenvolvimento das capacidades humanas. A segurança não depende exclusivamente da tecnologia, mas das práticas e decisões dos indivíduos.

Processos

Políticas, governança, gestão de riscos e mecanismos de tomada de decisão. Como a organização estrutura responsabilidades e transforma a segurança em elemento integrado às atividades.

Tecnologia

Arquiteturas, ferramentas, controles e produtos utilizados para proteção dos ativos digitais. Como os recursos tecnológicos contribuem para a continuidade operacional e a redução de vulnerabilidades.

Sustentabilidade

Benefícios organizacionais, setoriais e econômicos decorrentes do aprimoramento da maturidade cibernética. Aproxima segurança digital, competitividade e desenvolvimento econômico — distintivo da abordagem brasileira.

04 — Tríade CID

O fundamento imutável da segurança.

Independentemente das transformações tecnológicas, os princípios clássicos da segurança da informação permanecem como fundamentos permanentes da proteção digital.

C
Confidencialidade

Garantir que informações e ativos digitais sejam acessados apenas por indivíduos ou sistemas devidamente autorizados.

I
Integridade

Assegurar a veracidade, a consistência e a confiabilidade das informações ao longo de todo o ciclo de vida.

D
Disponibilidade

Manter sistemas, serviços e operações acessíveis e funcionais, garantindo a continuidade das atividades organizacionais.

05 — Os seis pilares do RNC 2026

Uma cadeia lógica que vai da governança ao crescimento econômico.

Os cinco primeiros pilares representam capacidades organizacionais. O sexto compreende os efeitos econômicos decorrentes dessas capacidades.

1
Gestão e governança

Maturidade Cibernética

Quais riscos a organização conhece, prioriza e gerencia?

Capacidade institucional de compreender o ambiente de risco e estabelecer mecanismos adequados de gestão — governança corporativa, gestão de riscos, políticas, responsabilidades, cultura e integração da segurança à estratégia.

2
Continuidade e resposta

Resiliência Operacional

A operação sobrevive e se recupera de um ataque sem grandes danos à empresa?

Continuidade de negócios, resposta a incidentes, gestão de crises, recuperação de desastres, redundância e restabelecimento das operações críticas. A resiliência envolve antecipar, monitorar, responder e aprender continuamente.

3
Compliance, Identidade, Privacidade e Regulação

Confiança Digital e Conformidade

Clientes e parceiros confiam nos dados e identidades sob responsabilidade da organização?

Proteção de identidades digitais, privacidade e governança de dados, compliance, auditoria e rastreabilidade, evidências de controle, requisitos regulatórios e accountability.

4
Automação e produtividade

Eficiência Econômica e Operacional

A segurança viabiliza ou limita o negócio?

Como a maturidade cibernética influencia produtividade, automação, eficiência, redução de perdas, otimização de recursos e apoio à transformação digital. A segurança deixa de ser apenas custo para se tornar fator de desempenho.

5
Tendências e tecnologias emergentes

Preparação para as Tecnologias do Futuro

A organização está preparada para os desafios tecnológicos do futuro?

Capacidade adaptativa diante de novos cenários — monitoramento de tendências, governança de dados, automação, computação quântica, novas arquiteturas digitais e tecnologias em ideação ou prototipação com alta probabilidade de aplicabilidade.

6
Sustentabilidade econômica, P&D e planejamento de longo prazo

Competitividade Setorial e Crescimento Econômico

Quais tendências moldarão o próximo ciclo econômico e como manter a operação sustentável?

Como a maturidade cibernética influencia a competitividade, a importância de P&D, a sustentabilidade dos setores produtivos, a atração de investimentos, a resiliência da economia digital e o crescimento econômico.

Da capacidade ao crescimento. Maturidade Cibernética sustenta Resiliência Operacional, que sustenta Confiança Digital, que viabiliza Eficiência Econômica, que se renova pela Preparação para as Tecnologias do Futuro — e tudo isso se manifesta no nível macroeconômico como Competitividade Setorial e Crescimento Econômico.

06 — Setorização pelo PIB nacional

Base comum, contexto setorial.

Diferentes setores apresentam níveis distintos de exposição, maturidade digital e requisitos regulatórios. A setorização do RNC não é um elemento estruturante, mas uma variável de contexto que apoia análises futuras.

O relatório utiliza as segmentações econômicas do IBGE e da FGV, permitindo alinhamento com indicadores consolidados e favorecendo a construção de evidências comparáveis entre setores produtivos.

07 — IMR Ciber

Índice de Maturidade e Resiliência Cibernética.

O IMR Ciber é a linha de base nacional do RNC 2026. Não classifica organizações de forma competitiva — estabelece um núcleo comum de análise para identificar níveis de maturidade, padrões de resiliência e oportunidades de aprimoramento, com métricas comparáveis entre organizações, setores e edições do relatório.